quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os sonhos da lua.

  Ela olhava a lua como quem vê o mundo pela primeira vez e aquela cena maravilhosa a fazia ir além de si. A prata lua que era como uma joia muito rara se fundia ao negro azulado do céu e do mar. O frio da noite tomava conta de seu corpo, mas estar ali valia a pena.
  De repente braços envolveram-na. Traziam calor para seu corpo e pareciam sustentá-la diante daquela magnificência. Ele abraçava sua cintura e encostava o rosto em sua cabeça e, daquele momento, ele foi tocando-a, sonhando.
  Logo ele virou-a e seus lábios se encontraram em um beijo quente, necessário. Toda a eternidade ali pareciam segundos, a sensação de prazer e segurança foram tomando conta de seu corpo e, aos poucos, ela foi se entregando.
  Ele a esperava com toda a paciência do mundo, sabia do que ela precisava e o que desejava. Seus corpos agora eram um. Eles pertenciam um ao outro. Sempre de olhos fechados a boca passou ao pescoço e todo o corpo respondeu com arrepios. As mãos traçavam linhas por um templo que eles já conheciam há milênios e tiravam as roupas.
  A noite já não era mais fria. Ali, naquele momento, não eram homem e mulher, eram um único ser, vivente, pulsante. Sua pele era macia, seus beijos a faziam delirar, sua respiração era acelerada e compassada, como uma música a acompanhar aquela cena.
  Nada mais era relevante. Aquele beijo ardente e a sensação gritante de ter, possuir alguém completamente, aquele prazer infinito, sublime, selvagem e a calma, uma sensação de ser algo como aquela lua.
  E depois do prazer satisfeito, os beijos se calaram, ele a virou novamente e permaneceram ali, abraçados, quentes, vendo os sonhos que a lua carrega.

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