Aquela noite eu nunca vou esquecer. Acordei sentindo o frio de dormir sem um lençol em uma noite fresca. Me cobri, mas não consegui dormir novamente, aquele sonho ficava passando diversas vezes em minha cabeça. Eu podia ouvir o vento batendo nas folhas, elas se mexendo. Podia sentir aquela brisa úmida que eu conhecia tão bem, mesmo com a janela fechada. Pela porta de vidro da varanda eu podia ver a lua.
Naquela noite tudo estava mais claro por causa da lua, era lua cheia, mais especificamente, era a lua azul.Tudo tinha um brilho diferente, especial, que chegava a ser mágico. Sai da cama enrolado em um edredom e abri a porta da varanda. Fui caminhando para o lugar que mais me agradava ali, o único em que eu me sentia livre, em que eu me sentia pleno, em que eu sabia sentir e pensar e a compreensão de mim não era uma necessidade constante.
A paisagem do meu quarto até esse local era deslumbrante, se alguma palavra consegue definir o que eu via ou sentia naquela noite.
Sempre achei a noite mais bela, fosse por seus mistérios, pelo seu silêncio, calmaria, ou simplesmente pelas cores. A noite me acalma, aqueles tons de azul e prata me acalentam, me abraçam, me consomem.
Cheguei às pedras e minha cabeça já estava a mil, eu entendia tudo, via tudo, sentia tudo. E lembrava-me claramente daquele sonho. Parei quando terminei de subir e sentei-me sobre a pedra mais próxima do rio. Com o conforto da água, do vento e da noite, apertei meu cobertor em meu corpo, como que me abraçando e pus-me a pensar.
Não sei exatamente quando perdi a noção de tempo, mas entrei de tal forma naquele sonho que eu ainda não sei dizer se foi real ou o próprio sonho e prefiro assim.
Eu estava ali, sentado daquela forma, naquela maravilhosa noite de lua azul. Então senti uma presença comigo. Alguém familiar, que, como aquele lugar, me trazia um imenso bem-estar. Não quis vê-la, não quis tocá-la, tudo que tive vontade naquele momento foi de fechar os olhos e senti-la. Sentir sua presença, sentir sua essência, seus pensamentos, paixões e medos e eu sabia, mesmo sem tê-la visto, que ela fazia o mesmo, que ela sentia o mesmo. Eu podia perceber pelo calor de seu corpo que ela estava de pé, atrás de mim e, assim como eu, de olhos fechados, simplesmente sentindo.
Ainda de olhos fechados me deitei sobre a pedra, que era grande e meio lisa, e abri os braços, esticando o cobertor na forma de um convite,que eu sabia que ela entenderia, que eu sabia ser o que ela desejava. Ali, de braços abertos para acolhe-la como sua presença me acolhia, eu abri os olhos e vi as estrelas.
Naquela noite tudo estava mais claro por causa da lua, era lua cheia, mais especificamente, era a lua azul.Tudo tinha um brilho diferente, especial, que chegava a ser mágico. Sai da cama enrolado em um edredom e abri a porta da varanda. Fui caminhando para o lugar que mais me agradava ali, o único em que eu me sentia livre, em que eu me sentia pleno, em que eu sabia sentir e pensar e a compreensão de mim não era uma necessidade constante.
A paisagem do meu quarto até esse local era deslumbrante, se alguma palavra consegue definir o que eu via ou sentia naquela noite.
Sempre achei a noite mais bela, fosse por seus mistérios, pelo seu silêncio, calmaria, ou simplesmente pelas cores. A noite me acalma, aqueles tons de azul e prata me acalentam, me abraçam, me consomem.
Cheguei às pedras e minha cabeça já estava a mil, eu entendia tudo, via tudo, sentia tudo. E lembrava-me claramente daquele sonho. Parei quando terminei de subir e sentei-me sobre a pedra mais próxima do rio. Com o conforto da água, do vento e da noite, apertei meu cobertor em meu corpo, como que me abraçando e pus-me a pensar.
Não sei exatamente quando perdi a noção de tempo, mas entrei de tal forma naquele sonho que eu ainda não sei dizer se foi real ou o próprio sonho e prefiro assim.
Eu estava ali, sentado daquela forma, naquela maravilhosa noite de lua azul. Então senti uma presença comigo. Alguém familiar, que, como aquele lugar, me trazia um imenso bem-estar. Não quis vê-la, não quis tocá-la, tudo que tive vontade naquele momento foi de fechar os olhos e senti-la. Sentir sua presença, sentir sua essência, seus pensamentos, paixões e medos e eu sabia, mesmo sem tê-la visto, que ela fazia o mesmo, que ela sentia o mesmo. Eu podia perceber pelo calor de seu corpo que ela estava de pé, atrás de mim e, assim como eu, de olhos fechados, simplesmente sentindo.
Ainda de olhos fechados me deitei sobre a pedra, que era grande e meio lisa, e abri os braços, esticando o cobertor na forma de um convite,que eu sabia que ela entenderia, que eu sabia ser o que ela desejava. Ali, de braços abertos para acolhe-la como sua presença me acolhia, eu abri os olhos e vi as estrelas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário