quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Palavras, me ajudem!

Confesso que prefiro o papel e a caneta. Por mais maravilhosa que seja uma tecnologia, que facilite as coisas e que consiga, de certa forma, dar mais espaço para meus pensamentos por ser prática, o papel me inspira, me faz repensar. Acho bonitas as voltas da caneta ao marcar indefinidamente o papel. Ela torna os pensamentos eternos. Aqui, basta um clique e tudo se perde. É tao comum e tao exato que as coisas já se tornaram levianas.
Mas é bem verdade que se não fosse essa tecnologia, talvez eu nem estivesse escrevendo agora.
Enfim, não recorri a ela para falar sobre seus opositores, mas para tentar entender o que estou sentindo.
É tao confuso. E as pessoas não bastam. Alias, elas nunca foram suficiente em si. Mas parece que o mundo esta escapando pelas minhas mãos e eu não consigo segura-lo. Talvez eu ainda consiga salvar esse mundo pela pontinha, como quando conseguimos pegar repentinamente algo que cai. Mas é que me falta algo pra querer lutar por ele.
Não que as coisas não estejam boas, na verdade, são maravilhosas. Mas parecem não fazer sentido.
Não tenho palavras suficientes para descrever as coisas, para lutar por elas. A cada segundo as palavras me confundem mais e não expressam de forma alguma o que elas deveriam. E ao mesmo tempo me atormentam. Me atormentam o suficiente para que eu não consiga dormir. Elas são claras em minha mente, maleáveis como água, simples, puras, fáceis. Mas não saem daqui.
Formam algo como uma nuvem que impede que qualquer uma delas saia sem condensar-se e tomar outro sentido.
Temo que me falte aquela esperança. Os segredos da vida. Aquele que proibido ou impossível que nos da impulso para as coisas extraordinárias.
Basta de palavras.
Declaro guerra contra elas.
Se não me vem suficiente para que eu possa me expressar de forma clara, que parem de atormentar minha mente.
Deixem que minhas ideias se construam por imagens, deem espaço para elas. São mais belas, mais humildes, melhores que palavras.
Mesmo que para dize-las ainda precise de palavras.
Não importa! Declaro guerra as palavras! Malditas palavras mal ditas!!!
Terei que implorar-lhes que não me atormentem? Ou que me ajudem?
Só tenho a elas a quem pedir socorro. Pois retiro o que disse. São belas também as palavras. Inconstantes, maldosas, traiçoeiras, mas belas sim. Mas por favor, fiquem sempre aqui, só aqui.
Companheira dos loucos e solitários. Das mentes. Das insonias. Das paginas em branco.
Ah, por favor, abaixem seu ego, expressem meus sentimentos.
Sei que as palavras dizem por si só, então me ajudem!!

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